A 27ª Conferência Nacional das Bancárias e Bancários foi um sucesso

Foram três dias, em São Paulo, de debates intensos e definição de estratégias para a atuação do movimento sindical bancário. As propostas aprovadas foram enviadas das Conferências Estaduais que aconteceram em todo o Brasil.

A partir deste processo, foi deliberado fortalecer os atos de 7 de setembro para defender a soberania nacional, defender o Banco do Brasil, bem como os empregos e os direitos, da saúde e condições de trabalho para as bancárias e bancários.

As pautas específicas da categoria bancária receberam destaque especial. “A mobilização da classe trabalhadora é crucial para a defesa do emprego bancário, e principalmente para garantir condições de saúde e trabalho nas agências e departamentos bancários e a valorização da categoria”, explicou Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ. Seguem as resoluções aprovadas:

  • Realizar ato nacional no dia 27 de agosto, em defesa do Banco do Brasil;
  • Reeleger o presidente Lula e apoiar candidaturas ligadas à classe trabalhadora;
  • Defesa dos Bancos e Empresas Públicas e a Importância dos Serviços Públicos;
  • Saúde e Condições de Trabalho;
  • Defesa da Soberania, da Democracia e do PIX;
  • Justiça Tributária Já! Que os super ricos paguem mais, para que o povo pague menos;
  • Regulação das redes sociais: uma urgência democrática!;
  • Redução da Jornada e Fim da Escala 6×1;
  • Resolução contra o fechamento de agências bancárias e em defesa do emprego bancário;
  • Regulação do Sistema Financeiro Nacional;
  • Formação da Classe Trabalhadora;
  • Comunicação Popular na Era das Redes Sociais;
  • Novas Formas de Mobilização.
  • Um breve histórico da Conferência:

No dia 22/8, ao som de Aquarela do Brasil, na voz da cantora Gal Costa, foi aberta a 27ª Conferência Nacional do Ramo Financeiro, em São Paulo. Auditório lotado, hino nacional, palmas, grito de guerra, painel interativo, muita informação e a certeza de que com luta e união é possível chegar no futuro que nós queremos, lema do encontro.

A mesa foi composta com várias lideranças do movimento sindical, entre eles(as) Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, e o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira, da base da Federação. Além do convidado especial, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

O segundo dia, 23, foi super denso, com debates importantes da conjuntura e dos desafios da categoria. A presidenta da Contraf-CUT, organizadora do evento, Juvandia Moreira, apresentou o resultado da Consulta Nacional feita entre os bancários e bancárias do Ramo Financeiro.

O convidado especial da primeira mesa do dia foi o professor João Cézar de Castro Rocha, que falou sobre a conjuntura diante deste momento de ataque da soberania, valorizou o sindicato e viu com otimismo a próxima eleição: “Venceremos no primeiro turno”. Para ele, precisamos parar de normalizar o absurdo. “Nós temos que estar preparados para lutar pela soberania brasileira, com determinação”.

A segunda mesa da manhã, o jornalista Lucas Leffa, falou sobre a importância da Regulação da IA e deu como exemplo o descontrole da IA ligada ao crescimento de fraudes no Brasil.

Em 2024, 51% dos brasileiros foram vítimas de fraudes. Mais de oito mil tentativas de golpe a cada 17 segundos. Mesmo com esses números alarmantes, o cenário ainda piorou. Em 2024, 21% dos golpes usavam IA, este ano, até agora, já são 46% dos casos de fraudes digitais utilizando a ferramenta.

À tarde começou com uma mesa estruturante, que debateu o sistema financeiro a serviço do desenvolvimento, com a presença da presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, que frisou a necessidade da regulamentação do sistema financeiro.

Depois teve uma mesa sobre novas tecnologias, reestruturação e transformações do emprego no ramo financeiro, com as economistas do Dieese Vivian Machado e Rosângela Vieira e a presença do presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira.

Para Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, os debates que aconteceram foram fundamentais e esclarecedores em defesa da soberania, da nossa democracia e um sistema financeiro justo e inclusivo. “Em respeito a toda a sociedade, nossa luta também é pela redução da taxa de juros e justiça social”, reiterou Adriana.

O último dia do encontro foi animado e deixou o movimento sindical mais organizado para enfrentar os desafios e continuar avançando nas conquistas. Fiquem ligados(as) em nossas redes sociais para acompanhar as atividades e filie-se ao seu sindicato.

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